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Artigo - 23/07/2026

O que você vai lembrar destas férias?

Você já esperou as férias chegarem para descansar, se divertir ou aproveitar mais o tempo com os filhos? Todos nós projetamos felicidade e liberdade nas férias e com muito dinheiro, mas será que isso funciona?

Tente lembrar dos melhores momentos da infância: certamente não foram um brinquedo ou uma roupa. As lembranças que criam memórias afetivas são o lençol improvisado na sala que virava cabana, ou a casa cheirando a bolo quentinho enquanto passava um filme na TV.

Por que acreditar que as crianças de hoje precisam de muito mais para se satisfazer? Ou seriam os adultos insatisfeitos que precisam cada vez mais?

Qual é o investimento necessário para sermos felizes? O dinheiro ou o tempo de qualidade com quem está ao nosso lado? O brinquedo ou a brincadeira criativa?

Se você é adulto e vai tirar férias do trabalho ou da faculdade sem dinheiro para viajar ou ir a lugares caros, não se sinta frustrado. Faça programas divertidos e econômicos: caminhar pela cidade, visitar museus, fazer piquenique no parque, maratonar uma série, ler bons livros ou visitar amigos.

Se você tem filhos, use a criatividade, brinque, dê risadas e aproveite o tempo sem pensamentos negativos. Algumas sugestões:

Desafio dos R$ 30 (ou outro valor)

Defina um valor, por exemplo R$ 30,00, para cada filho e peça que escolham o melhor passeio possível. O objetivo é perceberem que toda escolha exige renúncia: ao escolher um sorvete, não dá para comprar o doce da padaria também. Depois, converse sobre o que cada um escolheu, comida, natureza, diversão, conforto ou economia. É uma forma leve de perceber que dinheiro é, antes de tudo, uma escolha.

Jantar às cegas

Cada filho recebe, por exemplo, R$ 10,00 para fazer um jantar usando o que já tem em casa, comprando só os complementos. O foco não é gastar menos, e sim criar mais.

Troca de papéis

Os adolescentes assumem, por um dia, o planejamento de uma atividade da família: pesquisam preços, definem todos os gastos e justificam as escolhas. Os adultos só observam. A experiência desperta responsabilidade sem virar sermão.

Caixa das histórias da família

Cada pessoa escreve, anonimamente, uma lembrança de infância envolvendo dinheiro, férias ou um momento simples que trouxe felicidade. Os papéis são sorteados e lidos em voz alta. É comum perceber que as lembranças mais felizes quase nunca foram as mais caras.

Ao final das férias, vale fazer três perguntas: o que aprendemos? O que foi mais curioso? O que faríamos diferente? Conversas assim ajudam a desenvolver pensamento crítico, responsabilidade e consciência sobre escolhas. Além disso, é uma forma de educar financeiramente sem virar cobrança. Férias assim são econômicas, educativas e divertidas.

Márcia Tolotti
Autor

Márcia Tolotti

Psicanalista, psicóloga, escritora, especialista em psicofinanças e sócia da SOS MINDSET. Mestre em Cultura, MBA em Marketing e Especialista em Inovação e Cooperativismo.

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