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Dia Internacional do Cooperativismo: motivos para comemorar

23/09/2019
Dia Internacional do Cooperativismo: motivos para comemorar | Blog Sicredi Pioneira

O mês de julho é representativo - tanto às cooperativas de crédito quanto às demais organizações que adotaram o modelo alemão cooperativista. É que, no primeiro sábado, comemoramos o Dia Internacional do Cooperativismo. Embora oficialmente tenha sido criada em 1994, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) comemorou a data, pela primeira vez, em 1923, para homenagear a confraternização de todos os povos ligados à essa filosofia de gestão. Em 2019, o dia alusivo vai ser celebrado em 6 de julho.

A lembrança é pertinente como demonstração de força do cooperativismo de crédito, que vem apresentando crescimento em números de agências, associados e operações financeiras num mercado que ainda acumula reflexos da crise econômica. Tudo começou em 1902, no Rio Grande do Sul, sob a inspiração do padre jesuíta Theodor Amstad que, conhecedor da experiência alemã do modelo de Friedrich Wilhelm Raiffeisen, adotou uma proposta de gestão na companhia de mais 19 lideranças da comunidade de Nova Petrópolis, constituindo a Caixa de Economias e Empréstimos Amstad. Essa foi a primeira cooperativa de crédito da América Latina, no distrito de Linha Imperial. Ela se transformou no que é hoje a Sicredi Pioneira RS, que já soma 116 anos de história, com 40 agências em 21 municípios e 140 mil associados (entre produtores rurais, pessoas físicas e jurídicas), sediada em Nova Petrópolis, oficializada como Capital Nacional do Cooperativismo pela Lei Federal 12.205/2010.

O modelo cooperativista se aplicava, preferencialmente, nas comunidades rurais ou pequenas vilas, fundamentado na honestidade de seus cooperados e voltada aos pequenos produtores rurais. A movimentação financeira era feita por meio de depósitos. Com as sobras eventualmente apuradas, eram criadas reservas para que os cooperados, na época, pudessem enfrentar, com mais segurança, os momentos de incerteza.

Hoje, a rede de atendimento das cooperativas de crédito representa 18% das agências bancárias, enquanto que os depósitos totais administrados ultrapassam 5% do total, sendo que as cooperativas somadas ocupam a 6ª posição no ranking do volume de ativos, depósitos e empréstimos, estando entre as maiores instituições financeiras de varejo. Dados que também demonstram um desafio a ser superado nos próximos anos. Apesar de darem ao Brasil o 16º maior volume de ativos de instituições financeiras cooperativas no mundo, ainda possuem um potencial muito grande para crescer. Segundo informações do Banco Central do Brasil (BACEN), as regiões Sul e Sudeste são consideradas as mais prósperas, onde 2/3 das cooperativas de crédito estão concentradas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O Cooperativismo e o Sistema Sicredi
O Sicredi aparece entre os dois maiores sistemas de crédito nacionais, presente em 22 estados e Distrito Federal, mais de 1,6 mil agências, oferece mais de 300 produtos e serviços, já ultrapassando os 4 milhões de associados. A marca equivale a um crescimento de 37% da base de associados nos últimos cinco anos, com participação significativa no RS.

Na base da expansão do agronegócio está a participação cada vez maior das cooperativas de crédito, principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste. Foram essas instituições que mais contribuíram para os avanços da produção rural, permitindo investimentos em mais tecnologia e eficiência.

Além das linhas de crédito competitivas para o segmento, outro ponto forte também é um de seus diferenciais: não existem clientes ou correntistas, eles são os próprios sócios. Como donos das cooperativas, os associados podem votar em assembleias para tomar decisões sobre os rumos do negócio. A cada final de exercício, instituições financeiras, a exemplo do Sicredi, devolvem as sobras aos associados, proporcionalmente às suas movimentações financeiras. Enquanto nos bancos tradicionais os recursos se concentram nas mãos de famílias ou donos, nas cooperativas de crédito o dinheiro permanece nas regiões onde estão inseridas, atendendo a princípios cooperativistas, como a intercooperação e o interesse pela comunidade. Esse fluxo gera novos empregos, renda, investimentos e, acima de tudo, melhoria na qualidade de vida da comunidade.