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5 lugares onde não deixar sua reserva de emergência

15/06/2021
5 lugares onde não deixar sua reserva de emergência | Blog Sicredi Pioneira

Para ser considerada ideal, a reserva precisa ter rentabilidade, segurança e liquidez imediata

Você busca um orçamento equilibrado e uma vida financeira mais tranquila? Saiba que para isso é muito importante estabelecer uma reserva de emergência. Seja na empresa ou na vida pessoal, todos estamos sujeitos a imprevistos, afinal ninguém espera bater o carro ou estragar algum eletrodoméstico, por exemplo.

Além de cobrir prejuízos, a reserva de emergência serve como um “colchão” de liquidez, para que você possa aproveitar oportunidades que surgem ao longo do caminho. Sabe aquela promoção que não dá para perder? Nesses momentos, vale ter um dinheirinho extra para aproveitar, não é mesmo?

Para ser considerada excelente, a reserva precisa unir três fatores:

 

  • Rentabilidade adequada;
  • Risco baixo;
  • Liquidez imediata – o recurso precisa estar disponível para retirada a qualquer momento.

Qual o tamanho da reserva ideal?

Depende do fluxo de caixa (empresas) ou dos recebimentos e pagamentos (pessoa física). Outro fator importante é a estabilidade financeira. Um funcionário público, por exemplo, tem grande estabilidade profissional; nesse caso, uma reserva que cobre três meses do salário já é o suficiente. Já os autônomos precisam ter uma margem um pouco maior de segurança: aqui, a dica é investir numa reserva que cubra de seis a 12 meses da remuneração. O mesmo vale para as empresas. Um negócio que comercializa produtos ou serviços essenciais, como mercados, pode ficar garantido com uma reserva de três meses. Aquele de atividades menos essenciais, como no setor do turismo, por exemplo, deve manter um investimento de seis a 12 meses do faturamento.

Onde não deixar a reserva?

1 – Embaixo do colchão, na gaveta ou parado na conta corrente

São lugares que não remuneram o dinheiro. Em meio à inflação, ter uma rentabilidade adequada é fundamental para a preservação do seu poder de compra. Lembre-se: a conta corrente serve para recebimentos, não para rendimentos.

2 – Fundos de renda fixa de crédito privado ou atrelados à inflação

Os fundos de crédito privado são fundos que têm, dentro do seu patrimônio, mais de 50% de créditos privados (que são títulos de empresas ou instituições financeiras). Isso faz com que, apesar de terem um potencial de rentabilidade maior, tenham mais volatilidade em momentos de estresse do mercado, que é geralmente quando você vai precisar recorrer à reserva de emergência.

Os fundos atrelados à inflação são aqueles que investem normalmente em títulos públicos federais ou títulos de instituições financeiras. O que acontece é que, num cenário de alta de juros, como o de hoje, esses fundos acabam sendo mais prejudicados. São estratégias de médio-longo prazo, diferente da reserva, que é de curtíssimo prazo.

3 – Fundos multimercado

Chamados de fundos livres, aqui o gestor tem a liberdade de escolher diferentes estratégias de atuação, como juros, câmbio ou bolsa de valores. Assim como os fundos de crédito privado, estão mais expostos à oscilação de mercado.

4 – Ações

Elas não combinam com reserva de emergência! As ações e os fundos de ações são investimentos mais voltados ao médio-longo prazo e também estão propensos a variações do mercado.

5 – Títulos ou investimentos com carências longas

Pense no período em que você precisará abrir mão do investimento. Se surgir um imprevisto, você precisa conseguir transformar o investimento em dinheiro a tempo suficiente para cobrir os gastos.

Então onde manter a reserva de emergência?

Para pessoas físicas, a poupança é a escolha mais óbvia, por oferecer segurança, liquidez imediata e rentabilidade, ainda que pequena. Vale lembrar que rentabilidade pequena é melhor do que rentabilidade nenhuma.

Para associados que pretendem usar o recurso a partir de 30 dias, o Sicredinvest é uma boa sugestão. Depois de um mês de investimento, ele oferece liquidez imediata e rende próximo a 105% do CDI.

Outra opção para associados pessoa física e jurídica, mas especialmente jurídica, é o Sicredinvest Automático. Trata-se um depósito a prazo que pode entregar até 100% do CDI de rentabilidade, além de oferecer disponibilidade de retirada imediata.

Também existe o Fundo de Investimento Sicredi Taxa Selic. Mais indicado para pessoas físicas, ele é atrelado a uma carteira de títulos públicos federais e pode ter o valor retirado imediatamente.

Por fim, o Fundo de Investimento Liquidez Empresarial Referenciado DI é recomendado às empresas que buscam melhorar a gestão do fluxo de caixa liquidez imediata. Ele busca acompanhar a variação do CDI por meio de uma carteira composta por títulos públicos federais, principalmente pós-fixados.

Para saber qual opção melhor atende sua necessidade, consulte seu gerente de negócios ou consultor financeiro.